Nem mordomia agrada mais a Deus do que ela: a Fé

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

Agradar é contentar, satisfazer, fazer bem, tornar feliz. Para agradar um cão, basta dar-lhe uma boa peça óssea para roer-lha. Uma criança pode ser facilmente agradada com um doce. Eu posso ser agradado com uma boa refeição.

Mas como agradar Aquele que tem tudo em suas mãos? Como agradar Aquele que é Dono de tudo, e antes mesmo que você o faça Ele já sabe? Que ato pode agradar Aquele que é perfeito, vindo de alguém com inúmeras imperfeições?

O ser humano já tentou agradar a Deus por diferentes formas: Sacrifícios, ritos, religião, homicídios e até tentou comprar esse agrado (por diversos preços). Mas o que Paulo nos diz, é que qualquer tentativa de agrado a Deus sem fé será nula (Hb 11:6).

De um simples ouvir (Rm 10:7) temos algo tão poderoso como a fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hb 11:1). Fé é certeza de algo visivelmente incerto. É esperança de algo inesperável, para os padrões do mundo. Pela fé somos edificados (I Tim 1:4)

A fé não se estabelece na duvida: “…Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.” (Tg 1:6).

Mas além de fundamento para esperança e ausência de dúvida podemos citar algumas das coisas que  resultam de uma vida com fé:

1) Temor do Senhor “Não temais os que matam o corpo, e depois disso nada mais podem fazer. Mas eu vos mostrarei a quem é que deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, digo, a esse temei.” (Lc 12: 4-5)

A fé é fonte de vida (Mc 16:16), e da mesma maneira Salomão nos coloca o temor do Senhor: “O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte” (Pv 14:27)

Temor não é apenas medo no sentido bíblico, mas envolve respeito e reverência. É nele que repousa a sabedoria, que nos faz odiar e evitar o mal.

Quem tem fé conhece aquilo que crê. Alguém que tem fé, apesar de pecador, não se sentirá confortável em meio ao pecado, sabendo do poder e santidade de Deus, e sabendo dessas atribuições terá “medo” e respeito por Ele. Tudo isso criará um desejo de apartar-se do mal, em sinal de temor (Pv 8:13).

 

2) Vida em espírito“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gl 5:22). Olha quem aparece aí novamente.

A fé, sendo parte do fruto dos espírito, cobiçará contra a carne. Da mesma forma, não pode separar-se das outras partes do fruto, pois um fruto deve ser completo e não apenas parte.

A vida em espírito carece necessariamente de renúncias, não cumprindo as concupiscências da carne. Essa necessidade implica em negar o “eu”, sair da zona de conforto. Essa necessidade explica a causa das ações de Moisés: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado” (Hb 11:24-25).

Essas são obras de uma vida espiritual, necessárias para quem realmente tem fé, pois sem obras a mesma é vã (Tg 2:14).

 

3) Cumprimento da vontade de Deus “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.” (Jo 6:28). Crendo verdadeiramente estamos construindo a obra do Senhor, que não convive com o mal, com a soberba e sem amor.

Nós agradamos aqueles que amamos, e Jesus nos diz que quem o ama guarda seus mandamentos. Os mandamentos de Deus giram sempre em torno do amor, é ele a premissa para o cumprimento da vontade do Senhor. É por ele que fazemos ao outro aquilo que queremos que nos façam (Mt 7:12). Em conseqüência de sua obediência, é impossível não cumprirmos todo o conjunto de regras de convivência cristã (Rm 13:8-9).

Amor e fé caminham juntos no rol de requisitos pelos quais nos identificamos como executores da vontade do Senhor: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.”

Obrar a obra de Deus nem sempre é possível se estivermos edificando nossas próprias construções, anseios e sonhos.

Creia em Deus verdadeiramente, saiba quem Ele é, confie! Faça um agrado ao Senhor.