Comprar em camelôs tem sido tão seguro quanto comprar em estabelecimentos conceituados. Quem vai a um camelô, já tem a consciência de estar comprando algo não legítimo; já os estabelecimentos – ditos conceituados – muitas vezes vendem produtos falsos. Então pagamos o preço do legítimo pelo falso.

 Não vejo tanto perigo em pessoas que afirmam ser Jesus Cristo encarnado, pois é fácil perceber que aquele profeta é do “Paraguai”. Eu vejo perigo nas coisas que parecem verdade, mas não são. Falsos conselhos, recheados de sabedoria humana; falsos homens de Deus, que são falsos profetas; falsos “Deus me disse”, em que a própria pessoa acredita nisso.

Sobretudo, onde mais vejo perigo é na nossa mente, recheada de interpretações, visões, vozes de Deus. Vejo perigo em grandes sinais que não vem de Deus.

Como saber qual a voz de Deus, a da carne e a do diabo, na nossa tomada de decisões? O primeiro passo, é conhecer a bíblia. Tudo o que Deus quer ou diz, com certeza terá algum embasamento bíblico.  Veja alguns exemplos:

O Diabo diz: Deus não quer nada forçado
Deus diz: Tome sua cruz e negue-se a si mesmo pra poder me seguir(Lc 9:23)
O Diabo diz: Insistir em algo que não deu certo, é dar murro em ponta de faca
Deus diz: A prova da vossa fé gera a paciência (Tg 1:3)
O Diabo diz: Siga seu coração
Deus diz: O coração do homem é enganoso (Jr. 17:9)
O Diabo diz: Melhor não fazer isso, pode dar errado
Deus diz: O espírito que eu dou é de amor, não de medo (II Ts 1:7)

Mas, além da palavra de Deus, quero destacar dois métodos eficazes pra detectarmos falsas vozes, profetas, e visões de Deus: pelos frutos e fontes.

Este primeiro estudo diz respeito aos frutos. A lição é simples:Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.” Mateus 7:18

Fruto é o resultado. Um mal fruto é aquele que é obra da carne, que está em Gálatas 5:19-21. Um bom fruto é aquele que provém do Espírito, e o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas. 5:22

Quero destacar o amor. Deus é amor, então, tudo o que Ele faz ou diz, tem como fruto o amor.

O amor está descrito em I Coríntios 13. Assim, se alguma voz ou decisão resulta em impaciência, não pode vir de Deus, pois o amor tudo espera (I Cor 13:7). Se alguma voz ou decisão resulta na satisfação pessoal de uma única pessoa, não pode vir de Deus, pois o amor não busca os próprios interesses (I Cor. 13:5). Opostamente, se vemos essas características do amor em vozes – sejam da nossa cabeça ou dos outros –, ou em decisões; temos a certeza que Deus está de acordo.

Claro que, não é apenas em uma situação isolada que detectamos o amor, mas na soma de todas as ações, de maneira geral. Logo, é preciso moderação: o amor não se irrita (I Cor. 13:5), mas não é porque houve uma irritação isolada, que não há amor.

Vale lembrar que o amor também corrige, quando necessário (Hb. 12:6)

Será que aquele “Deus me disse” resulta, de alguma forma, em amor? Será que aquela pregação, de alguma maneira, prega o amor? Será que a decisão que você está tomando, tem potencial suficiente pra gerar amor, ou está claro seu potencial pra gerar coisas carnais? Será que aquela exortação foi feita por quem amava, ou simplesmente por ira?

Ao ouvir uma “voz de Deus”, veja o resultado que ela traz, ou que potencialmente pode trazer, e saiba se ela é do Paraguai.