Edificação
Feliz Aniversário!
0Tenho problemas com a lógica. Sempre tento achar sentido dela em tudo, mas nem tudo tem uma razão racional lógica de existir. Então eu começo a ter problemas com outras coisas, como datas comemorativas, pois nem sempre encontro lógica nisso. A impressão que tenho é que as pessoas elegem datas comemorativas de um acontecimento porque, no fundo, eles seriam esquecidos (quem se lembraria da Proclamação da República ou o Dia da Árvore?)
Então eu acabo tendo problemas com o Natal, que é uma data comemorativa do nascimento do Filho de Deus, mas em que não se sabe ao certo o dia em que ele nasceu. Então acabo tendo problemas com o Papai Noel – protagonista da data, que caiu de paraquedas na história.
Tenho problemas com as nossas comemorações, porque no suposto “dia de nascimento” de Jesus, nos preocupamos mais em presentear a nós mesmos.
E o pior, por mais que sejam legítimos os esforços para se converter o Natal ao seu real sentido (nascimento de Jesus), acabo tendo problemas até com isso, porque não há indícios bíblicos de que devamos comemorar o nascimento do Messias em apenas uma única data. Mas, como meus problemas não irão ajudar em nada, quero lhe dar uma nova visão sobre o Natal.
Na verdade, tirando essa minha chatice, não há problema em comemorar o nascimento de Jesus em 25 de dezembro; há problema quando nos esquecemos dele nos demais dias. Talvez o Natal devesse ser comemorado todos os dias.
O nascimento de Jesus é, ou deveria ser, um motivo de alegria, e uma razão de esperança. Jesus, para um cristão, é o principal, senão o único, motivo de esperança: “… segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa” I Tm 1:1
A bíblia nos diz pra lembrarmos sempre daquilo que nos traz esperança:
“Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança” Lm 3:21
“… estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” I Pd 3:15
Não podemos esquecer da nossa tendência de esquecer de tudo isso. Então, as escrituras nos mandam nos esforçarmos pra mantermos isso na mente:
“Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês…”
1 Jo 2:24
“Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” Cl 3:2
E agora, minha última consideração. Se o Natal é apenas um aniversário, deveríamos nos preocupar em presentear o aniversariante. Nenhum presente poderia alegrar mais a Jesus, do que um pecador que se arrepende: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Lc 15:10
Na verdade, presentear a Deus é uma troca de presentes – um “Amigo Secreto”. Você avisa uma pessoa que ela tem um presente a receber (vida eterna), e, automaticamente, está presenteando a Deus.
Anunciar o imenso amor e misericórdia de Deus é, talvez, um presente que não temos empenhado “um centavo de esforço” para comprarmos. Além dele ser um presente ao Pai, é o melhor presente que o ouvinte poderia receber.
Por fim, não quero propor a extinção do Natal, mas apenas uma visão diferente dele.
Que nosso Natal não dure mais 24 horas, mas 365 dias; que ele seja apenas um nome diferente dado a um aniversário. Que nos esforcemos pra dar um bom presente

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Vozes, profetas e sinais do Paraguai (2)
0Já vimos a primeira dica para detectarmos ações que não vêm de Deus, através dos frutos – os resultados que algo produz ou tende a produzir. A segunda lição é o inverso: pelas fontes..
Vejamos: “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” Tg. 3:11
A fonte é a origem, a causa da água sair para fora. A primeira fonte que quero tratar é a carne. Algo que tem como causa algo carnal, não poderá ter uma consequência espiritual, e portanto, não vem de Deus. Isso porque o Espírito milita contra a carne (Gl. 5:7
).
Muita gente associa a palavra “carnal” apenas com sexualidade, e esse é o grande perigo. Carne é tudo aquilo que provém do seu corpo, sua inclinação/vontade natural – a concupiscência. Todo tipo de vontade humana (concupiscência) não vem de Deus (I Jo 2:16).
Claro que, as coisas de Deus podem nos trazer prazer, mas o problema está quando buscamos o prazer antes de buscar as coisas de Deus; ou “buscamos” a Deus já pensando no prazer. A satisfação deve ser uma consequência, e não a causa. Se temos prazer no Senhor, ele automaticamente supre nossos desejos (Sl. 37:4).
Deixando de lado a teoria, sempre que a causa de uma voz ou ação é nossa satisfação, não pode vir de Deus. Aquela decisão que você tomou, seguindo primeiro suas inclinações, veio da carne; aquela vontade que você teve de uma pessoa se dar mal em algo, veio da carne; aquela escolha que você fez de ter um relacionamento, só por a pessoa ter os atributos que você gosta, veio da carne. Se nasceu na carne, não será colhido no Espírito. Se veio primeiro (causa) da carne, não veio de Deus.
A última fonte que quero destacar é o medo. Se a causa da sua decisão é a fé, com amparo no amor, ela com certeza veio de Deus. Contrariamente, se aquela voz na sua cabeça te induz a fazer ou não fazer algo por medo, ou incredulidade, não pode vir de Deus. Deus não nos deu espírito de medo (II Tm 1:7)
Quero conceituar o medo como o “receio de dar errado”. Pedro teve medo de afundar, e foi chamado de homem de pouca fé (Mt. 14:29-31). Não confundamos medo com prudência, que não é recear que dê errado, mas tomar as precauções para que dê certo.
Se Deus semeia em nós a fé (Ef. 2:8), que é uma certeza (Hb 11:1), o Diabo semeia em nós a dúvida. A ação do Diabo é sutil o suficiente para acharmos que nosso medo é prudência.
Em exemplos práticos, Deus pode lhe dizer pra não fazer determinado curso universitário, mas Ele não vai fazer isso lhe dando medo de não passar no vestibular. Deus pode querer que você seja como seus colegas de classe, para os alcançar, mas Ele não vai lhe responder isso com o medo de não ser aceito entre eles.
Será que aquela “profecia” não era apenas algo fundado na carne? Será que aquela voz de Deus não foi sua vontade falando mais alto? Será que aquela grande resposta não foi apenas um pretexto para sua covardia?
Ao ouvir uma “voz de Deus”, veja o que, bem no fundo, está por trás dela, e saiba se ela é do Paraguai.
Vozes, profetas e sinais do Paraguai (1)
0Comprar em camelôs tem sido tão seguro quanto comprar em estabelecimentos conceituados. Quem vai a um camelô, já tem a consciência de estar comprando algo não legítimo; já os estabelecimentos – ditos conceituados – muitas vezes vendem produtos falsos. Então pagamos o preço do legítimo pelo falso.
Não vejo tanto perigo em pessoas que afirmam ser Jesus Cristo encarnado, pois é fácil perceber que aquele profeta é do “Paraguai”. Eu vejo perigo nas coisas que parecem verdade, mas não são. Falsos conselhos, recheados de sabedoria humana; falsos homens de Deus, que são falsos profetas; falsos “Deus me disse”, em que a própria pessoa acredita nisso.
Sobretudo, onde mais vejo perigo é na nossa mente, recheada de interpretações, visões, vozes de Deus. Vejo perigo em grandes sinais que não vem de Deus.
Como saber qual a voz de Deus, a da carne e a do diabo, na nossa tomada de decisões? O primeiro passo, é conhecer a bíblia. Tudo o que Deus quer ou diz, com certeza terá algum embasamento bíblico. Veja alguns exemplos:
O Diabo diz: Deus não quer nada forçado
Deus diz: Tome sua cruz e negue-se a si mesmo pra poder me seguir(Lc 9:23)
O Diabo diz: Insistir em algo que não deu certo, é dar murro em ponta de faca
Deus diz: A prova da vossa fé gera a paciência (Tg 1:3)
O Diabo diz: Siga seu coração
Deus diz: O coração do homem é enganoso (Jr. 17:9)
O Diabo diz: Melhor não fazer isso, pode dar errado
Deus diz: O espírito que eu dou é de amor, não de medo (II Ts 1:7)
Mas, além da palavra de Deus, quero destacar dois métodos eficazes pra detectarmos falsas vozes, profetas, e visões de Deus: pelos frutos e fontes.
Este primeiro estudo diz respeito aos frutos. A lição é simples: “Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.” Mateus 7:18
Fruto é o resultado. Um mal fruto é aquele que é obra da carne, que está em Gálatas 5:19-21. Um bom fruto é aquele que provém do Espírito, e o fruto do Espírito é: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas. 5:22
Quero destacar o amor. Deus é amor, então, tudo o que Ele faz ou diz, tem como fruto o amor.
O amor está descrito em I Coríntios 13. Assim, se alguma voz ou decisão resulta em impaciência, não pode vir de Deus, pois o amor tudo espera (I Cor 13:7). Se alguma voz ou decisão resulta na satisfação pessoal de uma única pessoa, não pode vir de Deus, pois o amor não busca os próprios interesses (I Cor. 13:5). Opostamente, se vemos essas características do amor em vozes – sejam da nossa cabeça ou dos outros –, ou em decisões; temos a certeza que Deus está de acordo.
Claro que, não é apenas em uma situação isolada que detectamos o amor, mas na soma de todas as ações, de maneira geral. Logo, é preciso moderação: o amor não se irrita (I Cor. 13:5), mas não é porque houve uma irritação isolada, que não há amor.
Vale lembrar que o amor também corrige, quando necessário (Hb. 12:6)
Será que aquele “Deus me disse” resulta, de alguma forma, em amor? Será que aquela pregação, de alguma maneira, prega o amor? Será que a decisão que você está tomando, tem potencial suficiente pra gerar amor, ou está claro seu potencial pra gerar coisas carnais? Será que aquela exortação foi feita por quem amava, ou simplesmente por ira?
Ao ouvir uma “voz de Deus”, veja o resultado que ela traz, ou que potencialmente pode trazer, e saiba se ela é do Paraguai.